Suzano reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 43 mi no terceiro tri.

Valor reverteu prejuízo de R$ 24 milhões em igual período do ano passado

A Suzano Papel e Celulose divulgou seus resultados do terceiro trimestre do ano. O presidente da empresa, Walter Schalka apresentou os resultados da empresa. O lucro líquido no período foi de R$ 43 milhões o que reverteu o prejuízo de R$ 24 milhões em igual período do ano passado.

O Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou 503 milhões, o que representa uma alta de 51,7% ante igual período de 2012. Sobre o segundo trimestre, houve melhora de 23%. A receita líquida da fabricante totalizou R$ 1,52 bilhão entre julho e agosto, com alta de 11,7% sobre igual período de 2012. O nível de endividamento da empresa passou para 4,8 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, ante 4,7 vezes no terceiro trimestre de 2012 e segundo trimestre deste ano.

Segundo Walter Schalka, a estimativa de desembolso também foi revisada com investimentos para 2013, passando de R$ 3 bilhões para cerca de R$ 2,5 bilhões, devido ao adiamento para 2014 de pagamentos referentes ao projeto Maranhão. “Esss números serão atingidos quando a unidade estiver em atividade operacional e com geração de caixa”, destacou. Para o presidente da empresa, os números são resultados do crescente preço da celulose e do alto câmbio para o mercado externo e do aumento do preço do papel no mercado interno.

Madeira
Schalka falou sobre o aumento da compra de madeira de terceiros. Ele explicou que o fato é recorrente de um déficit clonal e hídrico que aconteceu em Mucuri. “Essa queda da produção florestal deve estar sanada até 2016”, afirmou o CEO. Ele ainda comentou que com isso o custo caixa de produção será elevado na cidade, mas que será compensando pelo baixo custo do Maranhão, que será positivo.

Papel
Referente ao setor de papel, Schalka mostrou que a Copa do Mundo e as eleições, que ocorrerão no próximo ano, devem alavancar a produção de papel, mas que isso deve seguir a mesma proporção do PIB. Já em questão ao papel imune, ele afirmou que “o combate deve afinar com o tempo e melhorar o volume para a Suzano”. Referente ao termo criado pelas associações na semana passada, o executivo destacou a comprovação de um compromisso moral e formal. “Isso é muito relevante ao setor”.

Falta de papel limita jornais na Venezuela

Empresas de comunicação também têm dificuldades para comprar tintas e equipamentos de impressão.

Na Venezuela, cerca de cinco jornais venezuelanos deixaram de circular temporariamente nas últimas semanas devido à falta de papel, mais um problema de abastecimento que ameaça afetar a popularidade do governo.

Títulos de maior circulação dizem que podem enfrentar problemas se forem mantidas as regras cambiais que causam restrições às importações. Muitas outras publicações menores já reduziram seu número de páginas.

Os controles cambiais da última década fazem com que periodicamente os venezuelanos se deparem com a ausência de produtos variados: de farinha a papel higiênico e peças para motos.

Sem acesso a dólares, as empresas de comunicação também têm dificuldades para comprar tintas e equipamentos de impressão.

“A situação é mais crítica para os pequenos jornais no interior, porque eles não importam papel diretamente”, disse à Reuters Miguel Henrique Otero, editor do El Nacional, jornal de circulação nacional simpático à oposição.