Nóticias do Papel

Estudo canadense mostra a eficiência da madeira em instalações industriais

O programa Wood WORKS!, desenvolvido pelo Conselho Canadense da Madeira com o objetivo de incentivar o uso da madeira na construção civil, lançou um estudo com cases de edifícios industriais erguidos em madeira na província de British Columbia.

Conforme a instituição, este tipo de material, que já vinha se destacando nos segmentos residenciais e comerciais, agora começa a avançar em um setor há muito tempo dominado pelas estruturas de concreto e de aço: as instalações industriais.

O estudo examinou três construções finalizadas recentemente no Canadá e nas quais foram usados produtos de madeira e sistemas construtivos de maneiras diversas.

Todos eles permitem verificar avanços ao oferecer um melhor ambiente, velocidade e flexibilidade na construção em relação aos tradicionais métodos, além da vantagem do sequestro de carbono, conforme o conselho.

O primeiro case analisado foi o do prédio da BC Passive House Factory, em Pemberton (foto principal desta matéria).

A empresa é especializada em design e fabricação de painéis para sistemas construtivos, inclusive em madeira.

A instalação foi erguida com telhado de madeira pré-fabricado e painéis para as paredes e pisos com alta performance.

As paredes exteriores foram feitas com SPF (spruce/pine/fir) e painéis de madeira laminada cruzada (CLT), posicionadas horizontalmente.

A estrutura foi construída com um custo bem parecido com os pré-fabricados de concreto.

O espaço conta com um showroom, escritórios e uma loja.

Na parte interior do edifício, a madeira laminada cruzada está exposta, criando a sensação de conforto e inspiração para as áreas de trabalho.

Inicialmente, o prédio da BC Passive House Factory foi concebido para ser uma convencional instalação de concreto pré-fabricado.

No entanto, a empresa reconheceu que poderia oferecer um melhor ambiente para os seus funcionários, além de aprimorar o seu próprio marketing se incorporasse no edifício os mesmos princípios daqueles que estava produzindo: baixa energia, pré-fabricação e sustentabilidade, tudo baseado em um ciclo de vida.

A Passive House chamou, então, a Hemsworth Architecture para o desafio de transformar as instalações, mas com o mesmo orçamento.

Os profissionais e o cliente integraram suas expertises para criar um prédio econômico e eficiente.

Entre os resultados obtidos está um edifício que consome até 85% menos energia, tanto para aquecimento quanto o resfriamento, na comparação com um prédio sem qualquer tipo de planejamento para isso.

Conforme o estudo divulgado pelo Wood WORKS!, não foi necessário o isolamento do tipo superinsulationna área da loja porque no espaço as temperaturas variam entre 10 e 15 graus, sendo consideradas ideais para as atividades de trabalho.

Os materiais e produtos escolhidos no projeto foram escolhidos com base no baixo impacto deles no meio ambiente.

Por isso, foram favorecidos a madeira ou produtos com base de madeira, por serem naturais, renováveis, recicláveis e ainda biodegradáveis no final de seu primeiro ciclo de vida.

De acordo com o estudo de caso, a redução de emissões de CO2 foi de aproximadamente 971 toneladas na comparação com um prédio similar feito de concreto, e de 306 toneladas em relação a uma estrutura parecida de aço.

Uma estrutura, em madeira, que abriga toda a estrutura para água quente que abastece mais de 130 prédios da Universidade da British Columbia (UBC), no campus de Point Grey, em Vancouver.

É isso o que se vê neste edifício, erguido em 2015 e que substituiu o sistema de aquecimento a vapor da instituição, da década de 1920.

A área abriga um espaço para as caldeiras elétricas, um mezanino e escritórios.

Por dentro, o que se vê é madeira.

No entanto, para unificar a aparência do prédio, os arquitetos responsáveis pelo projeto decidiram usar no exterior painéis de zinco, apoiados em uma estrutura de aço leve.

Do lado de fora, é possível ver a parte interna do prédio, e não apenas o maquinário.

Foram usados painéis de madeira laminada colada e madeira laminada cruzada em toda a construção.

O telhado também foi construído usando CLT.

Conforme o estudo do Conselho Canadense da Madeira, o projeto tem uma aparente simplicidade, mas apresenta detalhes inovadores desenvolvidos pelos engenheiros estruturais.

Entre eles está uma altura maior do que os painéis de CLT disponíveis atualmente. Isso foi alcançado com uma sobreposição de painéis.

Toda a estrutura cria uma sensação de espaço e de “calor”, que não é comum em um prédio industrial.

Todos os materiais tiveram origem e foram produzidos na província de British Columbia.

Segundo o levantamento, a universidade não estava preocupada apenas com o custo da construção, mas também com seu ciclo de vida. Além disso, o campus da UBC já tinha outros prédios feitos em madeira.

Cinco dias.

Foi este o tempo de construção da fábrica da empresa StructureCraft, uma das mais importantes na América no Norte na área de projetos e construção em madeira.

Era necessário um novo espaço na cidade de Abbotsford, na província de British Columbia, e fazia todo sentido construir as instalações em madeira.

O complexo tem dois prédios separados, mas que são visualmente conectados.

Além da fábrica em si, há um armazém e escritórios.

A nova estrutura foi erguida com kits simples de peças com colunas e vigas de madeira laminada colada.

Parte dos painéis, tanto para as paredes quanto para o telhado, foram montados no local da construção e posteriormente encaixados.

A construção foi finalizada com revestimento de madeira compensada, por dentro e por fora.

De acordo com o estudo do Conselho Canadense da Madeira, o que aparece uma instalação industrial simples contém uma série de inovações e soluções de engenharia para que a estrutura fosse mais eficiente e econômica.

Entre elas está a viga externa de madeira colada que dá suporte ao telhado, que é curvada.

O levantamento afirma que isso economiza material e, portanto, há redução de custo.

Além disto, fornece a inclinação para a drenagem necessária no telhado da estrutura.

Outra novidade foi a viga central de madeira laminada colada, que suporta guindastes, o que normalmente exigiria um reforço de aço para ajudar no deslocamento da carga.

No entanto, os engenheiros desenvolveram uma conexão entre as colunas e as vigas para a distribuição da força, sem custo adicional.

Confira aqui o estudo completo (em inglês).

Por Joyce Carvalho para o Portal Madeira e Construção, com informações do Canadian Wood Council.

 

Fonte: Celulose Online

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