Nóticias do Papel

Impasse sobre instalação de fábrica de celulose no Triângulo Mineiro tem reunião marcada e pode chegar ao fim

“Está resolvido”. A frase postada no Instagram pelo deputado federal José Vitor (PL) se refere ao impasse que envolve a instalação de uma multinacional de celulose em Araguari e que, segundo a Prefeitura de Uberlândia, pode afetar um sistema de captação de água da cidade. Contudo, o assunto poderá ser encerrado somente na próxima quarta-feira (9), durante uma audiência no no Ministério Público Estadual (MPE), que já foi confirmada pelo promotor Fernando Martins.
 
Na publicação feita na rede social, o deputado informou que se reuniu com representantes da empresa e com o prefeito de Uberlândia Odelmo Leão (PP) nesta quinta-feira (3), e disse que “os pontos que geravam dúvida e discórdia foram resolvidos.
 
Segundo José Vitor, ficou acertado que o ponto de descarte será mesmo a 16 km da captação de água do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).
 
Conforme o parlamentar, na ocasião o prefeito Odelmo Leão teria ainda se comprometido a tentar junto ao governo de Minas uma autorização para usar a área do Parque Pau Furado e, com isso, mudar o lançamento para depois da captação do Dmae.
 

Posicionamentos

Sobre a postagem, o promotor responsável, Fernando Martins, confirmou a marcação da audiência ao MG1. A empresa de celulose também enviou posicionamento. (Veja abaixo)
 
A Prefeitura de Araguari defendeu a instalação da fábrica afirmando que “o empreendimento é uma conquista para Minas Gerais e trará novas oportunidades de desenvolvimento sustentável para toda a região”.
 
A reportagem aguarda o posicionamento da Prefeitura de Uberlândia.
 
Quanto à LD Celulose, em nota a companhia informou que a reunião foi produtiva e foram apresentadas as expectativas da Prefeitura. Além disso, segundo a assessoria de imprensa que representa a empresa, no encontro foi esclarecida a solução de tratamento e lançamento de efluentes aprovada na Licença Ambiental do empreendimento, mostrando que não há qualquer risco ao tratamento de água da cidade.
 
O texto também diz que “na reunião também foi ouvida a proposta da Prefeitura que, devido sua complexidade, está sendo avaliada juridicamente”.
 

Impasse em Araguari

Em resposta às iniciativas que tentam barrar o início das obras da fábrica, os vereadores de Araguari aprovaram, na última terça-feira (1º), uma moção de repúdio ao prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP).
 
Segundo o autor, presidente da Câmara, Wesley Lucas (PPS), a Prefeitura de Uberlândia e o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) estariam impedindo a instalação da LD Celulose entre Araguari e Indianópolis. A empresa é uma multinacional formada pela brasileira Duratex e pela austríaca Lenzig.
 
Conforme divulgado pelo G1 na última segunda-feira (30), a promotoria de Justiça de Defesa do Cidadão instaurou uma investigação preliminar e suspendeu das atividades da companhia na área. No dia 23 de setembro, as obras ganharam autorização após a conclusão de relatórios apresentados por entidades ambientais.
 
Em abril deste ano, a Prefeitura de Uberlândia havia mostrado preocupação de que a instalação da fábrica afetasse o sistema Capim Branco, que fica a 8 km da indústria. Contudo, o impacto não foi comprovado nas análises.
 
Em nota já divulgada ao G1, a multinacional reforçou que os investimentos estão mantidos. Já o prefeito Odelmo Leão afirmou nesta semana que não está contra a instalação da empresa na região e que quer apenas a confirmação de que a atividade não contaminará os pontos de captação de água e não colocará a saúde da população em risco.
 

Fábrica de celulose

A “maior linha industrial de celulose solúvel do mundo”, como a própria empresa define, tem investimentos de R$ 4,5 bilhões e construção prevista para gerar 6 mil empregos diretos e indiretos até 2022, quando as obras devem terminar.
 
A fábrica instalada no Triangulo Mineiro deve produzir 450 mil toneladas por ano de celulose solúvel, a ser adquirida pela Lenzing e exportada para o mercado asiático. Também deve produzir, em média, 77 megawatts (MW) de energia elétrica renovável, a partir da biomassa de madeira resultante do processo. No lugar de se tornar resíduo, o produto retornará como energia para o sistema elétrico.

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